terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ketel One

A Vodka Ketel One e a Orquestra Real
por Sebastian Puglia e Bebel Baeta

Devaneios a respeito do papel da vodka no universo das bebidas destiladas e, por consequência, da coquetelaria mundial nos são recorrentes e afortunadamente jamais reproduzem consensos. País e século de origem, matéria-prima utilizada na produção, quantidade de destilações, qualidade da água, coquetel que melhor a representa e tantos outros questionamentos rondam este imenso emaranhado etílico.

Seu aspecto incolor e, especialmente, a quase escassez de aromas e sabores perceptíveis a diferem de outros destilados da categoria ‘branco / prata’ como, por exemplo: cachaça, rum, gin, grappa e pisco. Tal característica lhe confere uma versatilidade inesgotável na elaboração e releitura de drinques clássicos e novas criações. Por outro lado, nota-se uma inevitável lacuna de identidade ‘destilado / coquetel’ que nos parece, a priori, uma solução e não um problema.

O Brasil, seguindo uma tendência mundial, oferece aos seus consumidores e bartenders uma vasta linha de vodkas de diferentes países e qualificações. Atenta a este fato, a Diageo lançou recentemente a vodka holandesa superpremium Ketel One em nosso País. Tivemos a enorme satisfação de participar do evento em São Paulo capitaneado pelo embaixador global do portfólio de marcas de luxo da Diageo, o Sr. Jason Mark Bowden.

Em uma degustação seguida de almoço no restaurante Cantaloup, tivemos uma aula da matéria com o Sr. Jason e, em seguida, provamos a Ketel One e outras três vodkas da mesma categoria em taças do tipo sommelier. Observamos o excelente nível da seleção com predicados nas quatro amostras e alguns aspectos que se destacaram na vodka anfitriã: aroma comportado e complexo, cremosidade natural em boca e persistência no retrogosto. Na ocasião foi apresentada, ainda, a agenda do Diageo World Class 2011, considerado o Oscar da coquetelaria mundial, que será disputado por bartenders de todo o Planeta na grande final em Nova Déli (Índia).

Tivemos a oportunidade de experimentar alguns coquetéis a base de Ketel One com destaque para o THE ULTIMATE KETEL ONE® MARTINI e o THE ULTIMATE KETEL ONE® COSMOPOLITAN. O primeiro deles é considerado um ‘Signature Drink’ da marca e revelou-se uma releitura bem sucedida e marcante com uma forte presença aromática cítrica proveniente do limão siciliano. Já o correto Cosmopolitan passou, como de costume, uma falsa imagem de ‘feminino’ e a suavidade da vodka conferiu leveza e ressaltou os demais ingredientes.
      
Já o bartender Rafael Pizanti do Copa Bar (localizado no emblemático Hotel Copacabana Palace), vencedor da etapa brasileira do World Class 2010, foi convidado pela Diageo para descrever a sua experiência como representante na final na Grécia e preparar a sua exitosa criação: Bittersweet Martini a base de gin Tanqueray Ten e com suco de grapefruit, Licor 43, Aperol (bitter de laranja) e limão siciliano entre os seus ingredientes.

Após o breve intermezzo com evidentes toques de ervas aromáticas e zimbro em abundância, voltamos a Ketel One. Entender e respeitar determinado produto passa em nossa visão, obrigatoriamente, por conhecê-lo. A destilaria holandesa da família Nolet teve a sua fundação em 1691 por Joannes Nolet em Schiedam, cidade localizada na área metropolitana de Roterdã e considerada o berço dos destilados.

Da longínqua data até os dias atuais são mais de três séculos e dez gerações de experiência dos Nolet. A criteriosa produção da vodka superpremium Ketel One, marca criada em 1980 e supervisionada a cada lote pela família, tem o trigo como matéria-prima (100%) e utiliza o conhecido processo de destilação em colunas. Em seguida, a bebida recebe a sua impressão digital na passagem pelo alambique de cobre original que dá nome à bebida, o “Distilleerketel #1” (alambique nº 1 em holandês). Tal procedimento confere aromas complexos e uma suavidade inconfundível a bebida.

Harmonização Cultural

Conforme informamos no texto acima, dois importantes pilares diferenciam da vodka holandesa Ketel One neste mercado tão competitivo: a tradição de dez gerações, que somam mais de 300 anos de experiência, e a qualidade dos ingredientes utilizados em sua seletiva produção. Tal combinação nos remete a um padrão de excelência que serve de referência há séculos para a humanidade, a Orquestra Sinfônica.

A Holanda pode orgulhar-se de possuir uma das mais importantes e influentes orquestras do Planeta. Trata-se da Royal Concertgebouw Orchestra (Koninklijk Concertgebouworkest em holandês) fundada em 1888, mesmo ano da inauguração de sua sede (Concertgebouw) em Amsterdã. Em seu centenário, 1988, a KCO recebeu o título Real conferido pela Rainha Beatriz I e desde 2004 a orquestra é comandada pelo maestro letão Mariss Jansons.

Relacionamos abaixo um vídeo com a magistral apresentação na integra da Royal Concertgebouw Orchestra, em sua sede e com o seu regente titular, interpretando a ‘Beethoviana’ Sinfonia n° 2 - 'Auferstehung' (Ressurreição em alemão), em cinco movimentos, do austríaco Gustav Mahler. A apresentação a seguir conta com as participações da soprano Riccarda Merbeth, da mezzo-soprano Bernarda Fink e do coral holandês Netherland Radio Choir.


Ketel One

Diageo

Diageo World Class

Links Relacionados

Royal Concertgebouw Orchestra (Koninklijk Concertgebouworkest - KCO)

Concertgebouw

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